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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Ministro pagará preço alto pela venda da Chesf

Assim como o ex-presidente FHC tornou-se impopular no Nordeste por ter, entre outras coisas, extinguido a Sudene, o ministro Fernando Filho pagará um preço político em Pernambuco por estar à frente da privatização da Eletrobrás, e suas subsidiárias, incluindo a Chesf. A tese do jovem ministro pode até estar certa. O setor elétrico brasileiro foi completamente destroçado por Dilma Rousseff, diz ele, e não tem mais sentido manter a Eletrobrás, deficitária, sob controle estatal. Sob mãos privadas, ela poderá tornar-se mais eficiente e competitiva, como a Vale e a Embraer, deixando também de funcionar como área de influência de José Sarney. Contudo, por ser oriundo de Petrolina, que progrediu muito graças ao rio São Francisco, e filiado ao PSB (que doutrinariamente sempre foi contra à privatização de estatais), o ministro será muito cobrado pela entrega da Chesf à iniciativa privada. Ele vai precisar de uma boa assessoria para travar a “batalha da comunicação” com os que são contra, pois culturalmente os nordestinos foram educados para reverenciar as três empresas-símbolo da região: a Sudene, a Chesf e o BNB.


Por Anchieta Santos

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