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sexta-feira, 17 de março de 2017

Humberto quer a saída do ministro da Justiça envolvido em operação da Polícia Federal

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) defendeu a saída do ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), citado na investigação da Polícia Federal que apura fraude na venda de carnes por grandes frigoríficos. A Operação Carne Fraca foi deflagrada nesta sexta-feira e estão envolvidas as empresas BRF, JBS e Seara que teriam um esquema de pagamento de propina a um grupo de fiscais agropecuários. 

Serraglio aparece em um grampo interceptado pela operação enquanto conversava com um dos chefes da quadrilha, Daniel Gonçalves Filho, a quem trata por "grande chefe". Ao todo, trinta e oito mandados de prisão estão sendo cumpridos pela PF. Já a Justiça Federal do Paraná determinou bloqueio de R$ 1 bilhão dos envolvidos.

"Esse ministro perdeu toda a sua sustentabilidade política. Não tem mais nenhuma condição de continuar no cargo. Foi grampeado numa operação da PF chamando o líder de um grupo criminoso de "grande chefe". Tem que sair, até para que não influencie nas investigações da Polícia Federal, que é ligada ao seu ministério", afirmou Humberto, ao participar de um debate de rádio, no Recife.

Um dos mais recentes nomeados pelo presidente Michel Temer, Osmar Serraglio assumiu a pasta da Justiça no lugar de Alexandre de Moraes que foi para o Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação causou polêmica nos meios oposicionistas pelas ligações políticas de Serraglio com o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), afastado do cargo por corrupção e hoje um dos presos da Operação Lava Jato.

Para o senador do PT, o episódio atinge, mais uma vez, um ponto - o suposto combate às corrupção - que embasou o golpe parlamentar que tirou governo a presidenta Dilma Rousseff (PT). "Nada que esse governo sem voto faz se sustenta, muito menos nessa questão. São inúmeros os casos de irregularidades já denunciados contra Temer e seus asseclas. Temos mais um, agora, e envolvendo a pasta da Justiça. É inadmissível", reforçou Humberto Costa. 

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