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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Doação de R$ 75 milhões em PE foi erro de digitação, diz técnico contábil

doação de R$ R$ 75.000.844,36 a uma candidata a vereadora em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco, aconteceu por um erro de digitação, conforme o técnico contábil Advilson Florentino de Souza. Ao G1, ele contou que foi o responsável pela prestação de contas e a quantia doada foi de R$ 750. Por meio de nota, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) disse que "as informações constantes das prestações de contas [...] são de inteira responsabilidade dos candidatos e de suas assessorias".

"Quem errou fui eu e não a candidata. A culpa foi minha. Na verdade, a doação era de R$ 750 reais e quando fui fazer a prestação de contas acabei errando a digitação", afirmou o técnico contábil. Segundo Souza, mesmo que ela tivesse recebido o dinheiro não poderia ter utilizado, já que o limite de gasto para um candidato a vereador no município era de R$ 10.803,91.


A candidata, de 57 anos, teve 13 votos, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral. Ela é agricultora e não chegou a concluir o ensino médio, conforme o TSE.
Na segunda-feira (17), quando a doação milionária foi divulgada, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a afirmar que o suposto doador seria um beneficiário do Bolsa Família. Por telefone, o G1 entrou em contato com o Tribunal e solicitou - por e-mail - mais informações sobre esta declaração.

Em nota, o diretório do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Pernambuco - ao qual a candidata é filiada -  informou que "a questão neste caso foi um erro de digitação. O erro já foi notificado pelo Tribunal Eleitoral e foi corrigido".
A informação da doação dos mais de R$ 75 milhões consta no site do Tribunal Superior Eleitoral. Conforme o TSE, não há informações sobre despesas da candidata. A única doação feita a ela é que está com o suposto erro e consta do dia 30 de setembro.
Ele disse que levou o caso à Justiça Eleitoral no município, notificou o erro e corrigiu a informação na prestação de contas da candidata. "Questionei à Justiça o porque de terem visto o erro e não ligarem. Eles mesmos não tinham constatado o erro, só viram após a repercussão", explicou.

Kamylla LimaDo G1 Caruaru

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