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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Se Dilma for afastada, o PT será o maior partido de oposição do Brasil, diz Humberto

Ciente da dificuldade de rejeitar, no plenário do Senado, a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma, o líder do Governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE), declarou nesta quarta-feira (11) que o partido atuará na oposição de forma responsável com o Brasil, ao contrário do que fizeram “partidos como o PSDB e DEM com a gestão petista”.
 
“Faramos uma oposição muito firme, que vai permanentemente denunciar o golpe que está sendo perpetrado contra a democracia no país. Mas será uma oposição que não vai repetir a oposição que foi feita a nós, quando os principais partidos apostaram no quanto pior, melhor e patrocinaram as chamadas pautas-bomba para gerar desequilíbrio fiscal e orçamentário”, afirmou. "Seremos o maior partido de oposição do Brasil, e não ao Brasil, como foram o PSDB e o DEM." 

Para Humberto, a oposição se associou ao corporativismo mais atrasado para criar dificuldades ao Governo e ao Brasil e, com isso, gerou, além de instabilidade política, dificuldades econômicas. “Não seremos do campo da oposição ao país. Muito pelo contrário, iremos batalhar para garantir que cumpram esses compromissos que eles estão assumindo e cobrar todo o atraso que vão provocar”, ressaltou. 

O parlamentar observou que, após 13 anos no poder, o PT adquiriu experiência de estrutura de Estado que permite ao partido, agora, ter ampla dimensão sobre as facilidades e dificuldades da gestão pública. “Eu defendo que a nossa oposição seja muito em cima de proposta. Não vamos fazer uma oposição em abstrato, como ‘ah, derruba o Temer’. Se a gente quer avançar, vai ter que ser em cima das visões, das concepções”, disse. 

Ele reiterou que a sigla não reconhece a legitimidade de um eventual governo Michel Temer, que, segundo ele, usurpou o poder. “Não vejo o PT se dispor a sentar com esse conspirador-geral da República. Não faz nenhum sentido imaginar que o PT vai colaborar com um governo que é fruto de um golpe contra o PT”, comentou. 

A sessão do plenário do Senado que aprecia a admissibilidade do processo de afastamento da presidenta Dilma começou, na manhã desta quarta-feira, com a apresentação de cinco questões de ordem feitas por senadores governistas. Eles defenderam, entre outras coisas, a suspensão do processo até que o Supremo Tribunal Federal se manifeste sobre o mérito do mandado de segurança impetrado pela Advocacia-Geral da União. Para o órgão, o processo tem vício de origem. 
Caso os senadores aprovem a admissibilidade do procedimento contra a presidenta, ela ficará afastada por até 180 dias até que o Senado julgue, de forma definitiva, o processo. Até lá, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assume o Palácio do Planalto.

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