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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pernambuco tem 4º pior desempenho nacional de visitas a casas em busca do Aedes

Pernambuco apresentou o quarto pior desempenho no ranking de visitas a residências em busca de focos de Aedes aegypti, mosquito transmissor das arboviroses (dengue, chikungunya e zika). De acordo com dados do Ministério da Saúde referentes à segunda fase da mobilização nacional para o combate ao mosquito, o estado teve média de 21,84% dos domicílios visitados durante o mês de março, ficando à frente apenas do Acre, de Alagoas e do Distrito Federal.

O balanço do Ministério da Saúde mostra ainda que, em Pernambuco, foram registrados problemas de imóveis fechados e/ou visitas recusadas em 123.501 casos. Isso representa 20% das 618.625 visitas realizadas no estado em março por agentes de saúde e de endemias, com a ajuda de militares.


Esse desempenho de Pernambuco chama atenção por ser bem inferior ao registrado após o primeiro ciclo de visitas (janeiro e fevereiro). Na ocasião, o estado foi o campeão nacional de visitas, batendo o recorde de imóveis visitados ao alcançar 5,3 milhões de domicílios.

Os dados são gerenciados pela Sala Nacional de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika, coordenada pelo Ministério da Saúde, com base nas informações transmitidas pelas salas estaduais, que mobilizam a realização de visitas pelos municípios. Cabe a cada cidade registrar as notificações das visitas no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República.

Dados parciais


Procurada pelo G1, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) explicou que os dados do segundo ciclo, que se refere aos meses de março e abril, serão divulgados apenas em maio, mas informou números atualizados referentes a 175 municípios pernambucanos. Em março, “foram visitados 1.119.087 imóveis, o que representa uma cobertura de 39,5%. Ao todo, 226.487 estavam fechados e 270.096 foram tratados com o uso de larvicida”, segundo a nota da secretaria.

A Secretaria Estadual de Saúde apontou ainda que a divergência desses números com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde ocorreu porque nem todos os municípios pernambucanos que realizaram visitas domiciliares cadastraram as notificações no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República.

“A SES já reforçou com os municípios a necessidade da atualização do sistema. Em relação à verba, os municípios recebem diretamente do Ministério da Saúde um quantitativo para suas ações de vigilância. Além disso, Pernambuco repassou, em fevereiro, R$ 5 milhões para os municípios pernambucanos reforçarem suas ações de controle. Sobre o Exército, o órgão continua auxiliando nas ações municipais”, finaliza a nota.

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