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sábado, 12 de dezembro de 2015

Delegada fala sobre investigação de assassinato de menina em colégio de Petrolina: “Intenção era matar”

A Polícia Civil de Petrolina está investigando o assassinato de Beatriz Angélica Mota, de apenas 7 anos de idade, que foi morta a facadas na noite de quinta(10) dentro de uma sala do Colégio Maria Auxiliadora, no Centro da cidade. O crime ocorreu durante a realização de uma festa de encerramento do ano letivo. A garota estava acompanhada dos pais, sendo ele professor da unidade de ensino.
Segundo a delegada Sara Machado, que está à frente das investigações, já foram ouvidas pessoas que estavam no evento e também alguns suspeitos. “Algumas pessoas que estavam nas imediações do evento já foram ouvidas e estamos seguindo outras linhas de investigações que não podemos divulgar”, informou Sara, durante coletiva de imprensa na tarde de hoje (11).
A delegada disse que a investigação segue com o apoio das Delegacias do bairro Ouro Preto, do Centro, da Polícia Federal, da PM e da Delegacia de Homicídios. Sara também informou que estão sendo analisadas imagens de câmeras de segurança. “Imagens da escola, da vizinhança e de pessoas que estavam na festa já estão sendo analisadas, mas até agora não temos nada conclusivo.
Sobre um boato de que a garota teria sofrido abuso sexual, a delegada descartou. “Não houve violência sexual, nem tentativa. A garota estava vestida. Por conta disso, a intenção específica [do criminoso] era de matar”, afirmou Sara, dizendo que “nenhuma motivação nessa intenção de matar pode ser descartada.
A delegada também disse que o Instituto de Criminalística (IC) fez um levantamento e já se sabe que a garota foi morta no mesmo local em que foi encontrada – uma sala onde os materiais esportivos do colégio eram guardados. “Pelas informações preliminares da perícia, a criança foi morta naquele local. O IC fez um levantamento no local para levantar estruturas físicas que possam ter impressões digitais, restos de pele, cabelos”, frisou.
Boatos em redes sociais
Após o crime, surgiram diversas versões sobre o caso e a divulgação de fotos de pessoas supostamente suspeitas. Sobre o assunto, a delegada disse que a Polícia Civil (PC) não divulgou nada e que as pessoas que disseminam esse tipo de informação podem ser responsabilizadas criminalmente. “Não existe nenhuma informação oficial da PC sobre o crime. A gente pede às pessoas que não compartilhem imagens em rede sociais, pois podem colocar em risco a integridade de inocentes. Quem fizer isso pode ser responsabilizado criminalmente”, finalizou. As investigações do caso vão continuar.

por Carlos Britto

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